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 é atriz, iniciou sua carreira no Teatro Tablado em 1996, onde permaneceu, durante oito anos, como aluna de Improvisação de Lionel Fischer, atuando em várias montagens sob sua orientação - “Simplesmente Clara”, “Aquele Abraço!”, “O Jardim das Cerejeiras”, entre outras. Ainda no Tablado, participou de “A Alma Boa de Setsuan”, direção de Guida Vianna e “O Boi e o Burro a Caminho de Belém”, encenação de Bernardo Jablonski.
Formada pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) em 2002, no espetáculo de formatura atuou em “A Paz”, dirigida por Amir Haddad, tendo criado e coordenado diversas Oficinas de Teatro com o diretor, fazendo sua assistência e os seguintes espetáculos: “O Castiçal”, “Dar não Dói, o que Dói é Resistir”, “Meu amigo Jumento” e “O Mambembe” e também esteve presente nos eventos “Terra Brasillis” , “Desde que o Samba é Samba” e na reabertura do Teatro Arthur Azevedo.
Em 2003 estreiou “Aprendiz de Feiticeiro”, texto para crianças de Maria Clara Machado, com direção de Lionel Fischer, fazendo grande sucesso de público e de crítica.
Em Cordel, na Feira de São Cristóvão em 2004, fez o Auto de Natal “O Nascimento de Jesus foi aqui no Sertão Nordestino” e “A Paixão de Cristo endiabrada de boa”, com texto e direção de Daniel Rolim.
Sua história com a poesia começou em 1999, quando entrou para a Escola Lucinda de Poesia Viva. Virgem de poesia, apaixonou-se pelo modo como Elisa ensinava a “falar poesia sem ser chato”. Fez diversos recitais de vários poetas ao longo desses sete anos ligada à escola, na qual hoje coordena e é professora, dando aulas, palestras e workshops pelo Brasil.
A parceria com Elisa Lucinda não para por aí: em 2005 atuou na peça “Amor, essa palavra de luxo” com direção da poeta; em 2006 estreiou “Da chegada do amor” novamente sob o olhar de Lucinda; é assistente de direção do espetáculo “Parem de falar mal da rotina” sucesso absoluto em todo o Brasil; em julho de 2007 a dupla esteve em Portugal estreiando o espetáculo “A fúria da beleza” com poesias do livro homônimo de Elisa, Geovana assinou a co-direção e a iluminação da peça. A atriz faz ainda a assistência lírica de Elisa em todos os seus livros e ainda ganhou um poema de sua mestra:
Geo-buquê (a Geovana Pires)
Se resolvesse colher flores,
as mais bonitas que se pudesse
em jardim encontrar,
corresse eu o mundo para esse
geo-buquê organizar, não ia dar amiga.
Centenas de espécie eu encontrasse,
seria pouco pra dizer de sua valentia,
de sua alegria, de sua alquimia pra ser
fundamental no meu altar.
A gratidão pulsa as prateleiras,
inquieta as velas, tremula as chamas.
Você é uma amiga que tem
a dimensão de um verso:
não foge à luta, não frustra o verbo.
Busquei um buquê pra te dar, pra te ofertar.
Não encontrei um à altura de te merecer.
Fiz o que pude e, diante do ser,
vi que o buquê era inincontravél,
porque ele era você.
Rio, 24 de janeiro de 2007.
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